Clínica Ventura - Cirurgia Plástica

O Fim da Calvície

A calvice não é um processo agudo de queda repentina dos cabelos. Não se fica calvo de um dia para o outro, explica o cirurgião plástico, Marcelo Machado. O que realmente ocorre é a miniaturização progressiva dos fios, ou seja, a transformação de fios grossos (chamados pelos terminais) em fios finos e cada vez mais curtos (chamados de velus ou penugem).
“Na evolução do processo de miniaturização, ainda observamos a mesma quantidade de raízes vivas, mas com a geração de fios menores e mais fracos e a visibilidade do couro cabeludo através dos mesmos. Geralmente é nesta fase em que os portadores da calvície percebem que estão com menos cabelos”.
A calvície, segundo o cirurgião, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,  é de transmissão genética autossômica dominante, ou seja, basta somente a presença de um gene, vindo de um dos pais, para o filho manifestar a patologia. “Se o pai ou a mãe tem calvície, o filho tem 50% de chance adquirir a mesma. Se ambos os pais tem calvície - sendo que o lado materno positivo pode ser a presença de calvície no avô materno - a chance aumenta para 75%. Sabe-se ainda, que cerca de 70% dos homens e 15% das mulheres irão apresentar algum grau de calvície durante a vida”.
TIPOS DE CABELO 
Existem apenas dois tipos de cabelo: os que não contém o código genético para a calvície;
e os que contém o código genético para a calvície.
Os que não possuem o código genético para a calvície, são aqueles que caem grossos e que são encontrados na escova, no ralo, no travesseiro. À medida que eles caem, outros exatamente iguais estão sendo repostos no mesmo lugar. Diferentemente, os fios que “possuem o código genético para a calvície”, quando caem, não são repostos. Porém sua queda é diferente, pois eles não caem grossos como fios de cabelos normais.
Os fios que possuem o código genético para a calvície, possuem em suas raízes,  receptores para um hormônio que se chama dihidrotestosterona. Esse hormônio se liga a esses receptores fazendo com que o fio enfraqueça gradativamente e vá encolhendo até se transformar numa penugem invisível a olho nu, que quando cai não é reposto. Quanto maior o número de receptores na raiz do folículo piloso, mais rapidamente este fio cairá e não será reposto. É o que explica a calvície precoce. E quanto mais raízes possuírem estes receptores, maior a área afetada pela calvície. Quanto aos receptores, explica Marcelo, eles nunca estão presentes nas laterais e na região posterior da cabeça, “por isso você não vê ninguém calvo nessas áreas”.
As regiões do couro cabeludo que não apresentam predisposição a calvície são utilizadas como áreas doadoras de unidades foliculares para o tratamento da mesma. 
TÉCNICA DE MICROENXERTIA
A técnica de microenxertia tem apresentado resultados naturais e extremamente satisfatórios aos pacientes, uma vez que apresenta densidade e volume capilar suficiente para a diminuição das áreas calvas. Essa técnica, explica o cirurgião, pode implantar de 1.000 a 3.000 unidades foliculares, o que representa de 1.000 a 10.000 fios. A cirurgia é realizada em âmbito hospitalar, feita sob anestesia local e sedação venosa, aplicada pelo médico anestesista. O cirurgião plástico retira da região posterior da cabeça uma fita de couro cabeludo, a qual será preparada e individualizada em unidades foliculares, que serão implantados um a um nas áreas calvas, marcadas antes da cirurgia. O paciente recebe alta no mesmo dia, orientado a retirar o curativo no dia seguinte.
Os fios implantados caem em um período de até três semanas, porém o folículo piloso se mantém e esse gera novos fios, que começam crescer em torno de três meses, e continuam a aparecer até dezoito meses após o procedimento. Resultados satisfatórios surgem em torno de sete a oito meses.
Essa nova técnica, segundo o médico, tem evitado o estigma do implante capilar, que estava presente em pacientes submetidos a tal tratamento até poucos anos atrás. “Nossos pacientes não apresentam mais a característica de “cabelo de boneca” e muitos repetem o tratamento alguns anos após a primeira cirurgia, uma vez que a calvície tem característica progressiva.
MATÉRIA CONCEDIDA AO JORNAL DIÁRIO SERRANO NO CADERNO SAÚDE DA CIDADE DE CRUZ ALTA - RS PELO DR.MARCELO MACHADO NO DIA 08/07/2012.

Fonte: Clínica Ventura

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